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domingo, 20 de novembro de 2011

Escuridão


A escuridão o devora

Nas noites mais doces e claras

Pois ela desconhece a luz

Mas é perita em sua alma

Todas as entranhas e medos

Tão inutilmente escondidos

São apenas jogos, passatempos

Quando se tem a eternidade


Sopros mortais ao ouvido

Sussurros amigos, amigos?

Um último eco dilacerante

E uma perda sem fim

Que o consumirá eternamente

Como o desejo mais ardente

O vício mais enlouquecedor



by: Katrina De Salem

Flor


repousai, ó flor do campo
Sobre a relva banhada em ouro
Pelo sol do entardecer
Baile suave haste abraçada a brisa

A frente sussurra o mar
Com versos feito para o amor
A flor tão alva e tão pura
Inda está docemente a bailar

Nas notas duma harpa angélica
Navegas barquinho pequeno
Sem medo de um naufrágio
Sem farol, quer se perder

Agora que o sol foi-se embora
A flor pendida ao luar está
Afoga-se no orvalho, na música e na noite
Repousai, ó flor do campo...

Estais onde querias estar...


by: Katrina De Salem