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sábado, 21 de maio de 2011

O último Ato




As folhas caíram comigo

Incapaz de me reerguer

Faço do chão meu descanso

Esperando que a noite me cubra


Meu último espetáculo trágico

Terrivelmente ensaiado

Para comover e arrancar lágrimas

De uma estrela ou duas


Minha platéia impassível

Observando minha queda

Confinada em meu castelo

Esperando que as eras me consumissem


Quem sabe alguém me descubra

Já sem cores ou sem brilho

Como uma estrela que morreu

Sem dizer Adeus, sem aviso.


By:Katrina De Salem

Apelo do monstro


Ah se o homem soubesse!

Dos infortúnios que o espreita

Buscaria nas sombras o conforto

Onde os olhos nada vêem


Ah se tu soubesses meu anjo!

Das telas que pinto com o dedo

Das cabeças que rolam no chão

Como frutos podres desprendidos pelo vento


Nada haveria no mundo de bom

Para curar-te este assombro

Nem o inferno na mais bizarra era

Te arrancaria as náuseas que viverias comigo


Vá e grite a todos:

O monstro engolidor de homens vive

Cospe seus ossos depois de sugar-lhes a carne

Faminto famigerado que tudo come, devora...


Mas volte minha doce amada!

Para mim que te espero de braços abertos

Não te importas com o sangue em meus dedos

E toma este coração negro que é teu!


By:Katrina De Salem