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sábado, 24 de julho de 2010

Medos



Medo!
Do escuro... Que me sorve!
Como um compulsivo se afogando no vinho.
Da noite! Que se arrasta e me cobre
Como lençóis pesados postos pra esconder uma desgraça

Cobrem o despedaçado de meus sonhos... A penúria.
A fome que tenho de um amor, um fantástico amor
Que liberte, me dê ares, me dê algo mais que a vida.
Esta fome que nunca é saciada, interminável. Inacabada.

Tenho medo da vida!
Porque temer a morte meu caro? Se ela é minha aliada!
A vida me força a sangrar, sou escrava dela, serva leal
Carregando sob o sol minhas lamúrias...

Meu medo também é das pessoas.
Este é meu maior temor. Deram-me a coroa de espinhos
Atiraram-me suas pedras mais pesadas... Cuspiram em mim.
Esfarraparam minha alma, me desnudaram. Tudo porque eu existo...

Qual teu medo afinal? Tu que te escondes nas sombras
Respirando como esta fosse a última vez, sob o fio da navalha
Neste teu derradeiro dissabor
A pungente dor te levou mais que lágrimas, trouxe mais que insônia

Deu-te medo!

By: Katrina De Salem

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