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quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Nada Absoluto


A brisa já não se move
Morta jaz com o som
O Silêncio cadáver da voz
Mortalmente posto sobre nós

As estrelas congeladas no céu
Brilham mais do que deviam
Encandeiam nossos olhos
Tiram-nos a razão

Este laço marcando a fogo
Dilacerando a consciência
Mente debatendo-se iludida
Em um mundo que já não gira

Um momento que rezamos
Aquele que nos prometemos
Vida e morte servas criadas
De nossos caprichos de paixão

Os cosmos ali cessaram
Dos astros tudo morreu
E na cama de luz galáctica
Sobrou nossos sonhos desnudos

Do tudo o nada absoluto
Apenas o palpitar do coração
A volitação da alma nos elísios
Um último suspiro sem razão...


by: Katrina De Salem 

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